Venha para a ER e não se assuste no mercado

O aluno sai da faculdade de comunicação preparado para enfrentar o mercado de trabalho? Não!

Quando o diretor Ruy Jobim se interessou pela didática para compôr a grade de matérias da Escola de Rádio no Rio de Janeiro, fez uma pesquisa para saber onde as faculdades erravam. Lá se vão quase 22 anos e, segundo ele continuam errando feio.

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A dificuldade de compôr um programa completo que abranja a real necessidade do mercado de trabalho é grande para as faculdades, assim como é grande a dificuldade de atualização do professor longe do mercado de trabalho que exige vários papéis dentro de uma única função. Por exemplo, o redator não fica a espera de texto para redigir, mas vai a rua fazer matéria, apurar e até apresentar o noticiário.

Os alunos estão preparados para isso? De quem é essa responsabilidade? Talvez a culpa seja de um mercado que vem se transformando tão rápido e exigindo cada vez mais de seus formandos. O que fazer?

Segundo o coordenador da Rádio Globo Am no Rio e professor de Comunicação Social, Soares Junior, “a maior dificuldade é lidar com a improvisação que a vida real exige, diferente das atividades propostas em sala de aula, já ultrapassadas”. Ainda segundo ele “além da falta de maturidade, o maior desafio de quem dá aula nesta geração é fazer com que os alunos escutem rádio. Em compensação, quando escutam, se apaixonam e são absorvidos pela latinha“, diz Soares Jr.

Os alunos vindos das faculdades que entrar para o curso profissionalizante de “locutor, apresentador e animador” na Escola de Rádio, percebem a grande diferença. Todos os professores são com mais de vinte anos no mercado e quando abrem para troca de informações ficam arrepiados com o nível básico das perguntas e com o despreparo desses alunos.

O mercado está em sala de aula também nas palestras que fazemos mensalmente. Dizer que existe uma lacuna é pouco, o que existe é um abismo.

Percebe-se esta realidade em matérias práticas como locução e redação onde o aluno precisa praticar o que aprende. A prática na faculdade é mínima em algumas matérias. No caso da locução depende da agenda de estúdios. São muitos alunos para poucos estúdios. O pior é quando o aluno reconhece a frustração depois de quatro anos de estudos, provas e monografia. Ao aluno cabe se interessar pela profissão que deseja abraçar fazendo cursos para se atualizar e se aproximar da realidade do mercado.

E a culpa por essa defasagem é só das faculdades? O aluno procura saber sobre a futura profissão? Ele se prepara ou apenas assiste aulas? Os formandos não tomam atitudes para enfrentar o mercado de trabalho. Muitos jovens acreditam que a especialização é o melhor caminho, então pensam em mestrado e doutorado antes de iniciar a carreira. Tornam-se estudantes profissionais. O obstáculo para quem entra no mercado de trabalho é que não se trabalha somente em sua especialidade segmentada. Hoje todos fazem tudo.

As faculdades estão voltadas para a formação específica e não preparam os recém chegados ao mercado para uma carreira que precisa de decisões e gerenciamento próprios, já que basta cobrar em provas e trabalhos, não havendo a cobrança interna do indivíduo e nem incluindo na grade curricular disciplinas voltadas para a orientação do profissional.

Os formandos devem procurar a independência. Algo como não se deixar levar apenas em assistir aulas, mas acima de tudo, procurar cursos livres ou técnicos que possam preparar e assustar menos quem chega ao mercado.

Parceria da Escola de Rádio

A Escola de Rádio e o Esporte Interativo continuam juntos. Nossos alunos de Apresentação de TV e Locução Esportiva mais perto do mercado de trabalho. Palestras com profissionais do canal e visitas aos estúdios. Os talentos que se destacam fazem testes para locução e apresentação de programas.

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