Mark Zuckerberg anunciou na Facebook Connect que a companhia será rebatizada de Meta, a fim de refletir a busca atual pela construção do tal metaverso que prioriza conexões humanas no mundo digital.

A aposta de Zuckerberg no metaverso é alta. Além de confirmar ao The Verge que pretende permanecer no comando da companhia pelos próximos anos, o executivo declara que gastou esse ano pelo menos dez bilhões de dólares na construção do novo produto, um ecossistema de imersão da experiência da internet. Ele inclusive declara ao veículo que acredita que com o movimento “nós vamos deixar de ser o Facebook como uma empresa primeiro para ser sobre o metaverso primeiro”.

O CEO ainda declara ao The Verge que os planos de rebatizar a companhia existem desde a época das aquisições do Instagram e do WhatsApp em 2012 e 2014, respectivamente, mas foi apenas este ano que as coisas entraram em movimento de vez – com direito a um pequeno grupo de funcionários trabalhando de forma secreta no projeto.

No evento, porém, o discurso naturalmente foi mais conceitual. Além de definir o metaverso como “a próxima fronteira”, Zuckerberg definiu a Meta como uma companhia “focada em conectar pessoas”, com o nome Facebook “não englobando tudo que nós fazemos” nos dias de hoje.

Vale ressaltar que a mudança também acontece em um momento em que a companhia enfrenta uma de suas maiores crises com o vazamento de relatórios internos de múltiplos produtos, incluindo o Facebook (a rede social) e o Instagram. Liderado pela ex-funcionária Frances Haugen, os documentos entregues à justiça dos EUA apontam que o Facebook repetidamente preferiu o lucro à segurança do público, enquanto no Instagram tornou-se pública a informação de que a empresa sabe dos efeitos negativos de seu ecossistema nos jovens.

Fonte: B9

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