A  efervescência cultural da cidade do Rio de Janeiro na década de 1920 é destaque da Festa Literária das Periferias, que se estende até o próximo dia 18, com longa e diversificada programação. Para marcar o centenário da Semana de Arte Moderna, a Flup 2022 celebra o modernismo negro, homenageando três ícones:  Lima Barreto, Pixinguinha e Josephine Baker.

Após ocupar em 2020 plataformas digitais, devido à pandemia de Covid, esta nona edição da Festa acontece em dois importantes espaços culturais da região central da cidade: o Museu de Arte do Rio  e o Museu da História e Cultura Afro-Brasileira. Estão previstos shows, performances e espetáculos de dança. O fundador da Flup, Júlio Ludemir, destaca a representatividade e o futuro da arte produzida na periferia.

Logo na abertura o público poderá conferir uma exposição biográfica com fotos, cartazes, reportagens e obras em homenagem ao compositor, maestro e arranjador Pixinguinha. A programação contará, ainda, com uma mesa de debate comandada pelo ator, jornalista, escritor e sambista Haroldo Costa.

Para homenagear o escritor Lima Barreto, outro destaque da Flup, será realizada mesa de debates, com o tema “Herdeiros da Pequena África”,  para falar de uma elite negra que existiu na década de 20.  Morto em novembro de 1922, o autor Lima Barreto assinou o clássico “Triste Fim de Policarpo Quaresma”, de 1911.

Já a cantora, dançarina e feminista norte-americana Josephine Baker, ícone da cena LGBTQIA, será lembrada em espetáculo, no dia 17.

Outras atrações da Flup 2022 são a Velha Guarda da Portela, a cantora Teresa Cristina, o Dj Rennan da Penha, O Encontro de Corais Gospel e o Sarau nas Alturas, em que um balão subirá aos céus da Praça Mauá, no centro do Rio.

A entrada é franca e será realizada por ordem de chegada, com distribuição de pulseiras, uma hora antes da abertura dos portões. A programação completa está no site www.flup.net.br

Fonte: Agencia Brasil