A greve dos roteiristas de Hollywood

Sem reajustes desde 2018 e temerosos da IA, roteiristas norte-americanos paralisaram produções. O cenário brasileiro é diferente: profissionais atuam em múltiplas plataformas além da TV, oferecendo mais segurança.
Anunciada pelo Writers Guild of America West (WGA), a paralisação deve afetar 600 produções e gerar um prejuízo de mais de US$ 2 bilhões
A indústria de Hollywood foi impactada com a greve dos roteiristas, anunciada pelo Writers Guild of America West (WGA), o sindicato dos roteiristas dos Estados Unidos, no último dia 2.
Segundo o sindicato, sem reajustes desde 2018, o salário médio do roteirista estadunidense desvalorizou 14% por causa da inflação nos últimos cinco anos. Além disso, o WGA também quer discutir o futuro impacto da inteligência artificial na profissão de roteirista.
Entre os programas afetados, estão a quinta e última temporada de Stranger Things, Abbott Elementary, Yellowjackets, Billions, Cobra Kai e o spin off da série A Knight of the Seven Kingdom (O Cavaleiro dos Sete Reinos — Histórias do Mundo de Gelo e Fogo), da saga de Game of Thrones.
Além destas, os programas de TV semanais dos EUA, como os talk-shows The Late Show with Stephen Colbert, The Tonight Show Starring Jimmy Fallon e Late Night with Seth Meyers também foram afetados.
O Brasil é um dos países líderes em conteúdo para mídias digitais, fazendo com que os roteiristas nacionais não trabalhem com produções que não contemplam apenas a televisão.
“Os roteiristas não encontram-se tão ‘nas mãos’ da TV no Brasil porque escrevem para outros lugares. Além disso, infelizmente não termos um cinema brasileiro tão valorizado pelo mercado interno, o que nos faz produzir menos que os EUA, quando se trata de filmes”, afirmou a professora do Mackenzie.
Na próxima segunda, 15, às 19h começa um curso de roteiro aqui na ER.
Fonte: PropMark
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