Adeus a uma Mente Brilhante do Rádio: Luiz Antonio Mello, o LAM

Pioneiro que revolucionou o rádio brasileiro. LAM criou espaços para o rock e novos artistas, transformando a indústria fonográfica. Seu legado de inovação e inclusão marcou gerações.

Luiz Antonio Mello, o LAM, faleceu aos 70 anos, em Niterói (RJ), vítima de uma parada cardíaca enquanto realizava um exame de ressonância. Ele estava internado no Hospital Icaraí, em recuperação de uma pancreatite.
Jornalista, produtor e programador musical, LAM marcou a história do rádio brasileiro com ousadia, paixão e visão de futuro.
LAM iniciou sua carreira em 1971 no Jornal de Icaraí, mas logo migrou para o rádio, passando por emissoras como Rádio Federal, Tupi e Jornal do Brasil. Em 1981, criou a histórica Rádio Fluminense FM, a “Maldita”, diretamente de Niterói. Com uma programação revolucionária, a Maldita abriu espaço para o rock brasileiro e para uma nova geração de artistas que não encontrava espaço nas rádios tradicionais da época.

Graças à sua curadoria e sensibilidade, bandas como Legião Urbana, Paralamas do Sucesso, Barão Vermelho e Blitz tocaram pela primeira vez no dial fluminense. LAM foi também pioneiro ao dar visibilidade a mulheres no rádio, seja na programação musical ou na equipe da emissora.
Além da Fluminense, Luiz Antonio Mello atuou como consultor da gravadora Polygram, dirigiu programas na Rede Manchete, presidiu a Fundação Niteroiense de Arte, foi colunista em diversos jornais e editor do jornal A Tribuna nos últimos anos. Em sua trajetória, fundou a BandNews FM no Rio de Janeiro e criou a Rádio LAM, projeto online que refletia seu espírito inquieto e inovador.
É autor do livro A Onda Maldita, que virou referência sobre o movimento do rock brasileiro nos anos 80, e teve sua trajetória retratada no filme Aumenta que é Rock’n Roll.
Na Escola de Rádio TV e Web, reconhecemos o impacto de Luiz Antonio Mello na história da comunicação brasileira. Sua contribuição vai muito além das ondas do rádio — é um legado de coragem, inovação e paixão pela cultura.
Leiam o livro e vejam o filme, essa história não pode ser esquecida!
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