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Adultização infantil nas redes: o impacto do vídeo de Felca e o que comunicadores precisam aprender com isso

Tela de smartphone com desenho infantil e ícones de redes sociais

Um vídeo sobre sexualização infantil viralizou e provocou leis, suspensões e ações judiciais. O caso revela como comunicadores independentes conseguem impactar mudanças sistêmicas e questiona o papel das plataformas.

No dia 6 de agosto de 2025, o youtuber e humorista Felca (Felipe Bressanim Pereira) publicou o vídeo “Adultização”, que rapidamente se tornou um dos conteúdos mais comentados do ano. Com mais de 50 minutos de duração, a produção denunciou a sexualização precoce de crianças e adolescentes nas redes sociais, chamando a atenção para práticas abusivas de influenciadores e para o papel dos algoritmos na amplificação desse tipo de conteúdo.

O vídeo viralizou e mobilizou sociedade, governo e justiça:

  • Perfis e canais de influenciadores acusados de expor crianças de forma inadequada foram derrubados ou suspensos.
  • O Congresso passou a discutir a chamada “Lei Felca”, que pretende criar mecanismos mais rígidos de combate à exploração infantil digital.
  • A Justiça determinou que plataformas como o YouTube alertem os usuários sobre riscos da publicidade infantil abusiva e criem canais específicos de denúncia.
  • ONGs como a SaferNet e entidades como a UNICEF se posicionaram cobrando mais responsabilidade das plataformas.
  • Até casos criminais foram desencadeados: um homem que ameaçou Felca foi preso em Pernambuco após investigações da Polícia Civil de São Paulo.

O que esse episódio revela?

Mais do que uma polêmica pontual, o caso Felca escancara três questões centrais para quem trabalha com comunicação, mídia e jornalismo:

  1. A força de um comunicador independente
    • Felca não é jornalista tradicional, mas seu trabalho alcançou impacto nacional, provocando leis, decisões judiciais e mudanças nas plataformas.
    • Mostra como a voz de um criador de conteúdo pode se tornar gatilho de transformação social.
  2. Responsabilidade ética no uso da voz e da imagem
    • O episódio reforça que comunicar não é apenas entreter: envolve responsabilidade sobre a mensagem e sobre os efeitos dela em crianças, adolescentes e famílias.
  3. O papel do comunicador na proteção social
    • Seja no rádio, TV, internet ou redes sociais, o comunicador precisa avaliar criticamente o conteúdo que reproduz e apoia.
    • A formação ética e técnica torna-se essencial para evitar que práticas de exploração se naturalizem no entretenimento digital.

Como a Escola de Rádio TV e Web enxerga esse debate

Para nós, que formamos profissionais da voz e da comunicação, o caso Felca deixa um recado claro: não basta ter técnica, é preciso ter consciência.

  • Nossos alunos aprendem que toda fala pública tem consequências.
  • Exercícios em sala e nos estúdios da Escola já exploram esse equilíbrio entre criatividade e responsabilidade social.
  • Esse episódio é uma oportunidade para refletirmos, juntos, sobre como ser comunicadores éticos em um mundo hiperconectado.

    Fonte: Agência Brasil, Gazeta do Povo, Wikipédia, SaferNet

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