Conheça “A Lenda de Chico Rei”

Um rei africano que, mesmo escravizado, comprou a liberdade e a de muitos outros. Seu legado vive na Igreja de Santa Efigênia, símbolo do Barroco Mineiro.
Baseado na tradição oral mineira, o filme narra a história de um rei africano que, mesmo escravizado no Brasil, se tornou um líder na luta pela liberdade. O curta tem como propósito perpetuar essa lenda, mantendo-a viva na memória cultural de Minas Gerais. O projeto foi executado com recursos do Fundo Estadual de Cultura da Secretaria de Cultura de Minas.

Curta-metragem em animação “A Lenda de Chico Rei” (Foto: Reprodução)
A produção narra a lenda de Galanga, um rei africano de uma tribo no Congo, que foi capturado com a família e enviado ao Brasil em um navio negreiro português. Rebatizado Francisco, foi trabalhar na Mina da Encardideira, em Vila Rica – hoje Ouro Preto. Depois de anos de muito trabalho, conseguiu comprar a alforria dele e a de muitos outros escravos africanos, que passaram a chamá-lo de Chico Rei, devolvendo ao antigo monarca seu título real.
Segundo a lenda, Chico Rei escondia ouro em pó nos cabelos volumosos e, depois, com a cooperação dos padres, lavava os fios na pia batismal da igreja para recuperar o metal. Com a venda do ouro, mandou construir a Capela do Rosário, onde colocou a imagem de Santa Efigênia, uma santa negra. A construção, hoje conhecida como Igreja de Santa Efigênia, é uma das referências do Barroco Mineiro.
Veja!
Fonte: Tela Viva
#chicorei #culturatradiçãooralmineira #galanga #história
Posts relacionados

135 anos da Abolição da escravatura
A abolição libertou milhões, mas deixou um legado complexo de desigualdade. Hoje, refletimos sobre essa história para construir uma sociedade mais justa.

Por que o Dia da Consciência Negra é tão importante?
Consciência Negra é reconhecer a história de resistência que moldou o Brasil e o compromisso urgente de combater o racismo estrutural que ainda nos marca.

Vinil e Streaming
Do ritual do vinil à fragmentação do streaming, a música evoluiu de objeto colecionável para serviço sob demanda. Democratizou o acesso, mas transformou como ouvimos e valorizamos a arte.