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Copa 2026: o boom de comunicação que começa em 3 semanas (e onde estão as vagas)

5 min de leitura
Estádio de futebol com torcida na Copa do Mundo

R$ 18,6 bilhões em publicidade, 5 narradores escalados pela Globo e 104 jogos na CazéTV. Onde estão as oportunidades reais para comunicadores na Copa do Mundo 2026.

A Copa do Mundo 2026 começa em 11 de junho. São pouco mais de três semanas. E enquanto a maioria das pessoas está pensando em tabela de jogos e escalação do Brasil, o mercado de comunicação já está em movimento — movimentando cifras que vão impactar diretamente quem trabalha (ou quer trabalhar) com voz, apresentação e produção.

Este post não é sobre futebol. É sobre o que acontece ao redor do campo — e onde estão as oportunidades para comunicadores nos próximos 60 dias.

Os números que explicam o movimento

O Brasil deve registrar o maior crescimento entre os principais mercados globais de publicidade em 2026: alta de 9,1%, contra média global de 5,1%. A combinação de Copa do Mundo e eleições projeta o investimento em publicidade no país para cerca de R$ 18,6 bilhões.

Para colocar em perspectiva: isso é dinheiro que vai direto para produção de conteúdo, campanhas de TV, spots de rádio, ativações de marca, transmissões ao vivo e criação digital. Boa parte desse volume vai precisar de voz, de apresentadores e de profissionais que saibam se comunicar em frente a um microfone ou câmera.

Outro dado relevante: 94% dos brasileiros afirmam que associar uma marca à Copa contribui positivamente para sua reputação, e 66% relatam aumento na intenção de compra. Resultado: as marcas vão de tudo nessa Copa. E tudo precisa de comunicação.

O que a Globo e a CazéTV estão fazendo — e o que isso significa

A Globo escalou cinco narradores para a Copa: Everaldo Marques (jogos do Brasil na TV aberta), Gustavo Villani, Renata Silveira, Luiz Carlos Jr e Paulo Andrade. Vale destacar um detalhe que orgulha esta casa: Renata Silveira, a primeira mulher a narrar futebol no Grupo Globo e a primeira brasileira a narrar uma Copa do Mundo em TV aberta, é ex-aluna da Escola de Rádio. Além disso, a Globo contratou 26 criadores de conteúdo digitais para cobrir o torneio — um sinal claro de que a cobertura esportiva profissional não é mais monopólio dos narradores tradicionais.

A CazéTV, em parceria com a LiveMode, vai transmitir todos os 104 jogos da Copa gratuitamente no YouTube. O modelo de transmissão é diferente: linguagem mais leve, interação em tempo real com o público, ativações comerciais nativas de internet. Isso abre espaço para um perfil de profissional que a TV fechada não comportava antes.

As oportunidades que a maioria não está vendo

Muito além da cabine de narração, a Copa 2026 vai gerar demanda em frentes que comunicadores bem preparados podem ocupar:

Locução publicitária

Com R$ 18,6 bilhões em publicidade circulando, agências e produtoras vão precisar de locutores para spots de rádio, offs de TV, hotsite, vídeos institucionais e conteúdo digital de marca. E a Copa tem prazo: quem não estiver disponível e posicionado no mercado em maio/junho fica de fora do ciclo.

Apresentação em Fan Fests e ativações de marca

A Copa cria um mapa de oportunidades presenciais além dos estádios: Fan Fests, praças públicas, bares com transmissão, shoppings, terminais de transporte. Marcas como Lay's e McDonald's já anunciaram ativações físicas. Esses espaços precisam de apresentadores para conduzir interações, sorteios, entrevistas e transmissões ao vivo.

Produção de conteúdo esportivo para plataformas digitais

A CazéTV mostra que o modelo funciona: transmissão esportiva com identidade digital própria, linguagem jovem, interatividade. Criadores que entendem de comunicação esportiva e sabem operar em formatos digitais estão sendo contratados — não só para narrar jogos, mas para apresentar programas ao redor da Copa, cobrir bastidores e produzir conteúdo de marca.

Narração esportiva

A oportunidade clássica, mas que segue sendo real. Além das grandes emissoras, existe um ecossistema de rádios regionais, canais do YouTube, streamings menores e produções independentes que precisam de narradores para cobrir o torneio. Quem tem técnica e um portfólio sólido tem chance de entrar nesse mercado durante a Copa.

Uma vaga real que vale mencionar

Por curiosidade — e para mostrar como o mercado está aquecido: a FOX Sports abriu uma vaga para alguém assistir todos os 104 jogos da Copa e produzir conteúdo para suas redes sociais, com salário de US$ 50 mil (cerca de R$ 247 mil). Inglês fluente era requisito. A vaga já encerrou, mas o que ela sinaliza é real: quem consegue articular conhecimento esportivo com comunicação de qualidade tem um mercado disposto a pagar bem por isso.

O que isso tem a ver com formação

A Copa não espera. Os contratos de locução publicitária já estão sendo fechados. As marcas que vão ativar em fan fests estão selecionando apresentadores. As produções digitais já estão montando equipe.

Quem está posicionado — com técnica, portfólio e, no caso de trabalho formal, com DRT em dia — tem chance real de aproveitar esse momento. Quem está começando agora pode não pegar esta Copa, mas pode se preparar para o próximo ciclo: as eleições de outubro, o Carnaval de 2027, e os eventos esportivos que não param.

Se narração esportiva é o caminho, a ER+ tem duas opções com Hugo Lago — narrador da Rádio Globo RJ e CBN, com décadas de transmissões ao vivo. Para quem prefere estudar no próprio ritmo: Narração Esportiva EAD. Para quem quer a experiência presencial completa, gravando nos estúdios onde acontece de verdade: Narração Esportiva nos Estúdios Rádio Globo RJ.

Para quem quer entrar no mercado formal — locução publicitária, emissoras, contratos com agências — os cursos profissionalizantes da ER+ habilitam ao DRT e posicionam o aluno no mercado. Veja todos os cursos.

A Copa começa em 11 de junho. O mercado de comunicação ao redor dela já está em movimento. A pergunta é: você vai assistir ou vai trabalhar?

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