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iFood testa entregas por drone e promete acelerar o delivery no Brasil

Drone amarelo sobrevoando área urbana em teste de entrega aérea

O iFood iniciou testes de entrega por drone em Aracaju com a primeira autorização permanente da ANAC no Brasil. O sistema reduz trajetos de 36 km para apenas 4 km, marcando um novo passo na logística de entregas do país.

A eterna discussão sobre “entregador sobe ou não sobe?” pode ganhar um novo capítulo — e desta vez, com asas. O iFood começou a testar entregas por drone em Aracaju (SE), em parceria com a startup brasileira Speedbird Aero, e o projeto já tem autorização inédita da ANAC para voar sobre áreas com circulação de pessoas.

Essa é a primeira autorização permanente do tipo no Brasil e marca um passo importante para o futuro da logística de entregas no país.

Como funciona o delivery por drone do IFood

A rota-piloto conecta o Shopping RioMar Aracaju ao município vizinho de Barra dos Coqueiros, atravessando o rio Sergipe — um trecho que, por terra, exigiria cerca de 36 km de ida e volta, com tempo médio de 1 hora.Pelo ar, o drone percorre apenas 4 km e faz o mesmo trajeto em aproximadamente 30 minutos.

Segundo o iFood, o objetivo não é substituir os entregadores humanos, mas criar um sistema de entregas multimodal, em que os drones cuidam de parte do trajeto e os entregadores finalizam a entrega até o cliente.

Dados técnicos do projeto

O novo modelo utilizado, o DLV-1 NEO, desenvolvido pela Speedbird Aero, é o primeiro drone do país com autorização comercial para voar sobre pessoas.Ele tem especificações que impressionam:

  • Capacidade de carga: até 5 kg;
  • Operação: 10 horas por dia, 7 dias por semana;
  • Média esperada: até 280 entregas por dia;
  • Altitude: até 60 metros;
  • Velocidade média: 50 km/h;
  • Resistência: chuva leve e ventos de até 55 km/h.

O sistema é controlado remotamente e opera com segurança redundante, incluindo paraquedas automáticos e rotas predefinidas.

O que muda no mercado

Com a autorização da ANAC, o Brasil entra no seleto grupo de países que permitem operações comerciais regulares de drones sobre áreas urbanas.A tecnologia pode reduzir custos logísticos, tempo de entrega e emissões de carbono, além de expandir o alcance dos serviços de delivery.

Por enquanto, os testes estão restritos à rota de Aracaju, mas o iFood já estuda ampliar o uso da tecnologia para outras cidades nos próximos anos.

Lá fora, nem tudo são flores

Enquanto o iFood avança com segurança, a Amazon enfrenta investigações da FAA e do NTSB nos Estados Unidos, após dois drones de entrega colidirem com um guindaste durante testes.O caso mostra que, embora promissora, a tecnologia ainda requer rigor e responsabilidade no ar.

O futuro das entregas já começou

A chegada dos drones ao delivery brasileiro mostra que inovação e segurança podem andar juntas.Se der certo, o céu pode ser o novo caminho da pizza, do açaí e até daquele cafézinho da tarde.

Fontes: ANAC • iFood • Speedbird Aero • CNN Brasil • O Tempo • FaxAju • PanoramaSE

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