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Morre Formiga, um dos maiores sonoplastas do rádio brasileiro

Estúdio de rádio com painel de som e microfone para sonoplastia

Formiga provou que sonoplastia é narrativa, é emoção, é memória. Durante 30 anos na Rádio Globo, transformou o som em arte que marca gerações.

O rádio brasileiro perdeu mais do que um profissional. Perdeu um artista do som.

Morreu no Rio de Janeiro José Cláudio Barbedo, o Formiga — um dos sonoplastas mais talentosos e queridos do país. Seu nome pode até não aparecer diante das câmeras, mas sua assinatura sonora atravessou gerações.

Formina, um mestre da emoção no ar

Formiga não era apenas operador. Ele era criador de atmosfera. Era precisão técnica com sensibilidade artística.

A histórica vinheta Brasil-sil-sil se tornou um símbolo das transmissões esportivas. Aqueles segundos de áudio eram suficientes para arrepiar, unir torcedores e marcar momentos inesquecíveis do esporte brasileiro.

Mas por trás da vinheta existia algo maior: um profissional extremamente dedicado, respeitado pelos colegas e amado por quem trabalhou ao seu lado.

Décadas de excelência na Rádio Globo

Durante cerca de 30 anos, Formiga fez parte da equipe da Rádio Globo, ajudando a construir uma identidade sonora forte, emocionante e profissional.

Nos bastidores, era conhecido pela competência, pelo ouvido apurado e pela generosidade com os colegas. Era daqueles profissionais que sabiam exatamente o momento certo de entrar com um efeito, subir uma trilha ou deixar o silêncio falar.

E isso é arte.

O legado que permanece

No rádio, o som é tudo. E Formiga entendia isso como poucos.

Ele mostrou que sonoplastia não é detalhe técnico — é narrativa, é emoção, é memória coletiva. Seu trabalho ajudou a transformar transmissões esportivas em experiências inesquecíveis.

Fica a saudade. Fica o respeito. E fica um legado imenso para todos que vivem da comunicação.

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