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Luis Fernando Verissimo (1936–2025): o cronista que ensinou a ouvir o cotidiano

Escritor em ambiente de trabalho cercado por livros e manuscritos

O cronista que ensinava pelo ritmo certo das palavras do dia a dia. Verissimo criou vozes memoráveis, adaptou histórias para TV mantendo a essência — referência viva para quem trabalha com voz, podcasts e roteiro.

Morreu em 30/08/2025, em Porto Alegre, o escritor e cronista Luis Fernando Verissimo, aos 88 anos, por complicações de pneumonia.

Por que importa para quem trabalha com voz e conteúdo

  • Ritmo de fala: as crônicas de Verissimo “ouvem” a conversa do dia a dia e devolvem isso em texto com timing perfeito — lição direta para locução conversada, podcasts e vídeos curtos.
  • Personagens memoráveis: Ed Mort, O Analista de Bagé, A Velhinha de Taubaté e As Cobras mostram como criar vozes distintas e reconhecíveis (ótimo treino de interpretação e roteirização).
  • Transmídia bem feita: Comédias da Vida Privada pulou do jornal para a TV Globo (1995–1997) mantendo o espírito da crônica — caso clássico de adaptação de texto para performance.
  • Música e escuta: apaixonado por jazz, ele tocava sax no grupo Jazz 6 — o ouvido musical transparece no ritmo de frase e na pausa certa, úteis na locução.

Porta de entrada (pra já)

Comece por “O Analista de Bagé”, “As Mentiras que os Homens Contam”, “O Melhor das Comédias da Vida Privada” e o romance “Os Espiões” — boas amostras de humor, observação e construção de voz.

Despedida

O velório ocorreu no Salão Júlio de Castilhos, na Assembleia Legislativa do RS, no sábado (30/8), ao meio-dia, com encerramento anunciado por volta das 17h; depois, sepultamento no Cemitério São Miguel e Almas.

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